A mídia, não rara as vezes, ri da inteligência de sua audiência. A emissora BBC, que é famosa por suas investidas contra a Igreja Católica, não tendo o que fazer, resolveu atacar a imagem de São João Paulo II.

A acusação da emissora não poderia ser mais pérfida: Woitila tinha uma amizade intensa. O que seria uma amizade intensa?, fiquei a me perguntar. Sem afirmar nada a emissora insinua muita coisa. “A amizade era entre o Papa e uma mulher casada” e “eles eram mais que amigos e menos que amantes”. Ora, haja paciência. No que diabos consiste uma relação maior que uma amizade e menor que a de amantes? E, afinal de contas, que diferença faz se ela era casada?

A ambiguidade calculada da BBC foi  duramente criticada por Tomaz Makowski, diretor da biblioteca nacional da Polônia, onde foram encontradas as fotos e as cartas mostradas na reportagem. Numa entrevista à agência de notícias France Presse, Tomaz afirmou que a reportagem é ambígua, porque informa que o Papa não violou o celibato, mas dá a entender o contrário. Alem disso, Makowki é enfático ao apontar a manipulação das fotos que, segundo ele, o Papa Wojtyla e Anna Teresa Tymieniecka estavam com outras pessoas numa excursão.

Como não poderia ser diferente, o público reclamou e muitos veículos de comunicação que tinham endossado o mesmo discurso da rede britânica, aderiram ao distanciamento e a oposição discreta. No Brasil, a TV Globo que adotou toda a indução textual da BBC na segunda-feira, mudou o discurso.  Em apenas 24 horas o Jornal Nacional negou o que disse anteriormente e atribuiu a culpa somente a BBC. Quem será que eles pensam que enganam?

 

 

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