É difícil julgar um Pontificado quando apenas três anos se passaram de seu termino. É o que acontece com Bento XVI , que primeiro renunciou à Sé de Pedro nos tempos modernos.

Agora, um livro mostra como descobrir o legado do seu pontificado. Na apresentação estava inclusive o secretário pessoal do Papa emérito, Dom George Gänswein.

“Bento não renunciou por causa do seu pobre e mal aconselhado mordomo; por culpa de fofocas sobre seu apartamento, que circularam em Roma, no episódio que ficou conhecido como ‘Vatileaks’, como moeda falsa e foi comercializada no mundo como barra de ouro. Nenhum traidor, corvo ou qualquer jornalista poderia ter empurrado Bento XVI para tomar esta decisão. Foi um escândalo muito pequeno para um decisão tão grande, disse Dom Georg Gänswein (secretário pessoal de Bento XVI).

Para o autor do livro, ROBERTO REGOLI, Ratzinger continuou a linha de Paulo VI e João Paulo II tomadas no Concílio Vaticano II e superou o Papa  Wojtyla na busca do diálogo inter-religioso.

Ele (Bento XVI) sintetiza todo o caminho nos últimos 50 anos, todo o magistério dos Papas que o precederam e coloca (esse magistério) em prática de muitas maneiras. E a partir deles, relança diálogo especialmente cultural, por isso, é verdade que muitos pessoas distantes da Igreja, não católicos ou liberais marxistas foram capazes de entrar em diálogo com ele.”, declara Roberto Regoli, autor do livro “Além da crise da Igreja: O pontificado de Bento XVI”

Sobre a crise do pontificado do Papa Ratzinger, o seu secretário e amigo pessoal é enfático: “Seu pontificado deixou um forte testemunho do que ele queria fazer: Dar o testemunho de Cristo. Enfrentado todas as questões e desafios atuais. (Embora) Um papa não está à procura desafios, deve responder aos desafio que aparecem. Em oito anos talvez esses desafios foram muitos.”

Dom Gänswein acrecenta que depois de uma intensa batalha que foi seu pontificado, “O Papa emérito agora leva uma vida tranquila de oração e estudo no Vaticano. Bento lê e responde cartas, ora nos jardins do Vaticano e recebe visitas(…) É um homem lucidíssimo, mas com a saúde de um homem de 89 anos, com problemas nas pernas. Ele tem dificuldade para caminhar, mas com andador pode andar muito bem porque lhe dá segurança e estabilidade.”

29 de junho Joseph Ratzinger fará 65 anos de sacerdócio. Tudo indica que o Vaticano comemorará com um ato público.

http://www.romereports.com/2016/05/24/benedicto-no-renuncio-por-vatileaks-era-mas-grande-que-eso-dice-su-secretario

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