(ACI/EWTN Noticias).- Em um vídeo divulgado recentemente, Abu Bakr Al Baghdadi, líder do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS), assegurou: “Juntar-se à luta é um dever de todos os muçulmanos. Pois o Islã nunca foi uma religião de paz. O Islã é a religião da guerra”.

No vídeo –uma gravação que dura 35 minutos com fotos do líder muçulmano–, Al Baghdadi, diz estar gravemente ferido e convida os muçulmanos a unirem-se à guerra do ISIS onde quer que estejam, e declarou: “Ninguém deve acreditar que a guerra que estamos lutando é a guerra do Estado Islâmico. Esta é a guerra de todos os muçulmanos, mas o Estado Islâmico está encarregado de espalhá-la”.

O líder do grupo terrorista reiterou: “Esta é a guerra dos muçulmanos contra os infiéis e ainda: “Não há desculpa para qualquer muçulmano não migrar para o Estado Islâmico ou tomar armas (para lutar) onde quer que esteja”.

Segundo o líder do ISIS, a guerra é “obrigatória para todo muçulmano, e rejeitou qualquer possibilidade de conciliação com os judeus, cristãos “ou outros infiéis”.

“Não deixaremos ninguém vivo nas terras que controlamos: “Somente sobreviverão os que renunciam à sua religião e se unem ao Islã”, assegurou Abu Bakr Al Baghdadi.

É necessário confirmar a veracidade do vídeo difundido pelo Estado Islâmico e as informações de que Baghdadi teria sido gravemente ferido em um bombardeio aéreo realizado em 18 de março, no oeste do Iraque.

Em agosto de 2014, o ISIS invadiu a maior cidade cristã iraquiana: Qaraqosh. E comandou a fuga de dezenas de milhares de pessoas desta região.

Qaraqosh está localizada entre Mossul –cidade na qual já não há cristãos–, e Erbil, a capital do Curdistão iraquiano, uma zona onde ainda não chegaram os terroristas muçulmanos do ISIS e em onde se refugiaram os cristãos perseguidos.

O Estado Islâmico –anteriormente conhecido como Estado Islâmico do Iraque e da Síria-, é um movimento jihadista que nasceu do Al Qaeda, mas agora atua de maneira independente e busca instaurar no Oriente Médio um califado, ou seja, um estado islâmico que só permite a prática do Islã sob a lei Sharia.

O último massacre perpetrado pelo ISIS foi difundido em 19 de abril deste ano, através de um vídeo que mostra a decapitação de 30 cristãos etíopes coptos nas costas da Líbia. O grupo tem ainda vários cristãos e membros de outras minorias religiosas em seu poder e os ameaça com a pena de morte ou a escravidão os que não se converterem ao Islã.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/o-isla-e-a-religiao-da-guerra-declara-lider-do-estado-islamico-12062/

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