Gostando ou não da novela “A Usurpadora”, não se pode negar que ela é um sucesso de público. Sem vestigio de dúvidas, o maior sucesso mexicano já exibido no Brasil foi a telenovela ‘A Usurpadora’. A história, que foi vendida para mais de 100 países, foi produzida em 1998. Um ano depois começou a ser transmitida no Brasil.

O sucesso da novela é tão grande que fez com que a segunda maior emissora do país decidisse reapresenta-la pela sétima vez. O sucesso de “A Usurpadora” pode ser explicado pelo seu roteiro norteado de valores cristãos.

A trama possuí um enredo um tanto quanto exagerado, no que concerne a probabilidade dos fatos, mas tem a delicadeza de conduzir o telespectador em reflexões de fundo cristão católico.

A personagem principal, Paulina (interpretada pela Gaby Spanic), se envolve em uma confusão e é obrigada a se passar pela sua irmã por um ano. Neste meio tempo, a novela repetidas vezes fala sobre a importância do desprendimento material, a importância da diferenciação de papéis dentro do ambiente familiar e a fidelidade no matrimônio. É verdade que em alguns momentos o roteiro caminha para apoiar a dissolução do casamento das personagens Paola e Carlos Daniel, interpretados por Gabriela Spanic e Fernando Colunga. No entanto, o roteiro sempre resguarda uma personagem de resistência dos valores católicos.

Os valores cristãos estão presentes desde o primeiro capítulo, onde Paulina mostrando uma envergadura moral, nega-se a roubar para poder comprar os remédios para sua mãe moribunda. Nos momentos de maior dificuldade das personagens, é comum que essas recorram a imagem da Virgem de Guadalupe e peçam o Seu auxílio.  Fechando com chave de ouro, faltando apenas três minutos para encerrar a novela, o roteiro exalta a indissolubilidade do matrimônio através da personagem do menino Carlinhos (Sergio Miguel). Prostrado diante do altar e olhando para o alto, o menino agradece a Deus pela união dos país e por ter uma família: “obrigado, meu Deus, porque meu pai e minha mãe vão ficar juntos para sempre. Eu vou me comportar bem porque quero que os dois sintam orgulho de mim. As crianças precisam de sua mãe e seu pai juntos. Amém.”

A novela “A Usurpadora” é um sinal claro de que o público sente falta de um roteiro que eleve o pensamento a valores maiores, valores que introduzam o público e as personagens no coração do cristianismo.

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